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"Defesa e Divulgação da Língua
 e Cultura Portuguesa"

 

Joaquim Domingues
Filosofia Portuguesa para a Educação Nacional

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COLECÇÃO LUSÍADA
Nº 12 | 180 páginas | 1997
Formato: 160 x 230 mm

P.V.P. 15,00€
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«Quando um povo adquire a consciência de que possui uma filosofia própria, logo ficam alteradas as relações do conceito de cultura com o conceito de civilização. Portugal não é apenas o nome de um país civilizado, é, mais do que isso, a metrópole de um povo civilizador.»



ÁLVARO RIBEIRO
«Civilização ocidental e cultura portuguesa», Diário Popular, Lisboa, 18/XI/1949.


O CONCEITO DE EDUCAÇÃO

«Não se trata de formar intelectuais, mas homens completos e superiores de que depende a possibilidade de dar um sentido efectivo à existência de Portugal. A formação liceal não deve descurar sequer a instrução militar (embora desligada do chamado serviço militar), de acordo com o propósito de fazer do liceu “a escola onde se aprende a arte de ser português”. Ao lado das obras de Tomás Carlyle, Emerson e Eduardo Schuré, onde se expõe a teoria dos homens superiores, a Arte de Ser Português, na qual Teixeira de Pascoaes exalta o ideal lusitano, mantém um valor teórico e pragmático que não deve ser ignorado por quem pense o problema da educação nacional.

Compreende-se como o pensamento alvarino, por mais alheado que pareça estar do mundo em que decorre a vida do cidadão, tantas vezes humilhado e ofendido, nunca dele se afasta senão para melhor o compreender e incitar. Dito por outras palavras, a filosofia portuguesa vale, em todas as dimensões para que se projecta, como luz que ilumina superiormente a realidade que somos e em especial a que está ao nosso alcance realizar. Só a noção do homem português dá significado à educação nacional.

Assim, a doutrina de que a educação equivale a um segundo nascimento, permite ultrapassar a debilidade do nacionalismo assente na mera naturalidade; e estimular o desenvolvimento das qualidades sobrenaturais no adolescente equivale a dar à Pátria uma firmeza superior. A teoria do intelecto activo é o fecho de abóbada desta doutrina, visto que permite definir a sociedade portuguesa a partir dos que pensam como portugueses: “Quando atinge a maioridade intelectual, ou o uso do intelecto activo, o qual se caracteriza pela aptidão para conceber, é que o homem ingressa livremente na sociedade política. Homem português é aquele que pensa como português, e a história da nossa nacionalidade é a história desse pensamento.”

Criador na ordem do espírito, o homem só o será plenamente quando lhe for dado acesso às superiores articulações da razão que são o segredo dos verdadeiros criadores, quer se chamem artistas, cientistas ou filósofos. Nesta ordem de ideias, as disciplinas do quadrívio oferecem ao adolescente o exercício das formas superiores de lógica.

Álvaro Ribeiro repetidamente afirma que a dissociação entre a Universidade e a Pátria, desde a intervenção do Marquês de Pombal, banindo Aristóteles do nosso ensino, fora a causa mais evidente da decadência nacional.»

 

   
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