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"Defesa e Divulgação da Língua
 e Cultura Portuguesa"

 

Pinharanda Gomes
Amador Arraiz, Mestre do Espírito

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COLECÇÃO LUSÍADA
Nº 29 | 159 páginas | 2004
Formato: 160 x 230 mm

P.V.P. 15,00€
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«Os espirituais portugueses do século XVI - Heitor Pinto, Manoel de Portugal, Tomé de Jesus, Hilarião Brandão, Samuel Usque, embora ainda aqui faltem muitos outros, incluindo D. António Prior do Crato, bem pouco atendido - reaparecem a intermitências no horizonte dos interesses culturais de sucessivas gerações. Em épocas dissolvidas nas desgraças e nas penalidades do pecado humano, os espirituais são procurados como fontes de refrescamento e salvação. Aqui temos, agora presente, o nome de um carmelita observante, D. Fr. Amador Arraiz, falecido em 1600, que foi bispo de Portalegre, mas ainda melhor se fixou na memória como escritor doutrinal, teorizador da ascética, e mestre do espírito. A celebração do 4° centenário da sua morte, celebração essa ocorrida em congressos (Coimbra e Beja) sem que neles a Ordem do Carmo tivesse de se empenhar directamente, provou bem como Amador Arraiz tem o significado de uma personalidade nacional, projectada para além da família religiosa em que se formou e professou.

As causas do seu prestígio são variáveis. Há os admiradores do seu estilo, da qualidade clássica da língua portuguesa em que escreveu, e a que deu o tom clássico, que era o seu. Há os admiradores da erudição, pois nos seus escritos dá ele testemunho de infatigável leitura - antigos e renascentistas, poetas e filósofos gregos e latinos, teologia apostólica, patrística e escolástica. Há também os cultores da sua modernidade como pastor e como postulador da justa e harmoniosa presença do cristão na sociedade. Há, enfim, os que preferem a sua espiritualidade: afectiva, sem perda do racional; ascética, mesmo quando a ascese não chegue à mística; pragmática, qual via de aceder à verdade através da mundanal floresta de enganos.»

 

 

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