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"Defesa e Divulgação da Língua
 e Cultura Portuguesa"

 

Alvaro Rêgo Cabral
Vade-Mécum & 5ª Dimensão - I Volume

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COLECÇÃO MEMÓRIAS

Nº 1 | 358 páginas | 2007
Formato: 160 x 230 mm

P.V.P. 17,00€
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ANTELÓQUIO

«Será que o ser, o ente, a criatura Homem algum dia atingirá a “Condição Imortal”...?! Será?!!! Só numa 5.ª dimensão... Onde espaço e tempo não existam... Onde não haja Geografia para visitar nem História para reter... Onde não haja necessidade de curiosidade nem de memória... Nesse “estado”, - TUDO se conhecerá e ao mesmo tempo.

Apesar de Thomas More, no século XV, já ter antecipado, preclaramente, que as UTOPIAS não são, de modo algum, concepções falaciosas ou fantasias vãs, e portanto não poderem ser consideradas como “evangelhos estéreis”, mas sim, e ao contrário, “possibilidades efectuáveis”, desde que se removam as “circunstâncias provisórias” que “obstam” às respectivas concretizações, etc., etc., apesar disso, - quem hoje pode ter a “veleidade” cultural, e matemática, de dizer e confirmar que:

“A realidade do dia-a-dia é que é a verdade da vida”? Esta “afirmação” é que é, porventura, uma verdadeira utopia-utópica. E porquê? Porque todo o “presente” já é passado... E não atingiu, nem de longe nem de perto, a verdade. Ao invés, quando se refere (e estruturaliza) uma UTOPIA, tem-se mais senso cultural e possibilidade matemática de poder atingir uma verdade futura... cada vez mais ao alcance.

Não terá, pois, sido por mero “acaso” que Thomas More escolheu, para seu protagonista principal, o português Rafael Hitlodeu...!!!

E porquê? Por isto: Ele sabia que, na época, o Povo que melhor simbolizava o Espaço e o Tempo; o mais curioso e mais viajado; e que mais conhecimentos e experiência de vida tivera; e soubera reter tudo isso na memória..., estava sendo o Povo português. O argonauta luso. Que mundos novos ao mundo velho ia desvendando... E mostrando... Mostrando!... Patenteando...!

Por isso, More afirmou: “Não existe na terra nenhum outro [Povo] capaz de dar tão completos e interessantes pormenores acerca “dos homens” e das “regiões desconhecidas”.

Na verdade, tudo o que existe e está implícito nas UTOPIAS são “promessas”... Ao nosso alcance... Passíveis de serem realizadas a médio ou longo termo, ou prazo.

E porquê? Porque tudo o que (em verdade) já foi feito, foi antes objecto do pensamento. Foi antes ideado. Foi antes sonhado. Foi antes fantasiado. Foi antes “utopiado”.

E nada, absolutamente nada, prova que a superação (a própria nulificação) das circunstâncias obstaculizantes da concretização das utopias (ainda utópicas), esteja para além do engenho e capacidades transformadoras, e criadoras, dos Homens e das Mulheres.

Pessoa já o visualizou e afirmou, escrevendo “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.»

 

  Abel de Lacerda Botelho


«A quem eventualmente me perguntasse: “Se o presente vade-mécum, como você diz, é, para si, uma inutilidade..., por que raio de carga-de-água o escreve e publica...?!” A minha resposta seria: Porque o efeitode- borboleta não é figura de retórica... Escrever, impõe-se-me... E, como também confessei numa das odes de abertura: Na esperança de que, algures, Outrem me esteja a escutar... E essa atalaia insone, mística, superame.

A cultura ocidental, greco-latina e judaico-cristã, continuadora de asiáticas e africanas de vanguarda..., tem, no Velho e Novo Testamentos, a sua enciclopédia cósmica, primeira... Como, significativa e curiosamente, tanto o Einstein como a minha avó paterna exemplificam, modelarmente: Ele, pelo que sobre cultura disse e patenteou... Ela, pelo que patenteou sem o dizer. Minha avó, para mim, superava o Einstein. Porquê...?! Por mais segura do que o viver é... Ela não tinha a menor dúvida de que o viver é uma etapa... Consequentemente, para ela, ser virtuosa não era razão de encómios nem virtude...! Ou motivação de levar pessoas a freimas de pô-las à beira de esgotamentos como o que o Einstein confessou que sofreu... E me aconselha a reproduzi-lo:

“Nas sagradas escrituras do povo judeu pode-se observar muito bem a evolução da religião-temor para a religão-moral, evolução essa que prosseguiu no Novo Testamento. As religiões de todos os povos civilizados, incluso os do Oriente, são, acima de tudo, religiões morais. E a evolução da religião-temor para a religiãomoral foi um passo decisivo na vida dos povos. […] A todas elas é comum o carácter antropomórfico da ideia de Deus. […] Em todas elas, porém, há um terceiro grau de religiosismo […] que raramente se cumpre na sua expressão mais pura. Designá-la-ei por religiosidade cósmica. […] A que não corresponde nenhum conceito antropomórfico de Deus. […] Os génios religiosos de todos os tempos distinguiram-se por essa religiosidade cósmica. Que não reconhece dogmas. Nem nenhum Deus à imagem e semelhança do homem. [...] Assim, acontece que é precisamente entre os hereges de todos os tempos que se encontram os devotos desse religiosismo mais elevado... - vilipendiados pelos seus contemporâneos muitas vezes como ateus. Mas, também, como santos. [...] A religiosidade cósmica é a mais forte e mais nobre das molas impulsionadoras da investigação científica. [...] Só quem souber avaliar os enormes esforços e a dedicação sem os quais não há criatividade idealística, poderá avaliar a força do sentimento que pode gerar uma obra, independentemente de interesses imediatos”.»
   

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