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"Defesa e Divulgação da Língua
 e Cultura Portuguesa"

 

Marta Nolding
Influência gnóstica na Literatura Portuguesa

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COLECÇÃO PERSPECTIVAS

Nº 2 | 151 páginas | 1997
Formato: 120 x 190 mm

P.V.P. 12,00€
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«Este trabalho tem por objectivo estudar como a gnose possa inspirar a literatura portuguesa. Gnose em sentido geral é a sabedoria ocultista. No texto, por força da metodologia da pesquisa, toma o sentido de filosofia da mitologia o que lhe confere o necessário nível académico. A gnose é um saber de índole fenoménica e busca explicar o mundo real pelo mundo-oculto, o fenómeno pelo númeno. Diz mais que entre estes dois mundos existe não uma barreira e sim uma passagem. Gnósticos são também nomeados espirituais ou místicos em Portugal.

Para a gnose, a tudo que exista no mundo alcançável pelos cinco sentidos corresponde algo no mundo primordial. A esta correspondência pode-se chamar espiritualidade ou misticismo.

No mundo primordial reside o molde básico do que aparece - este modelo é o arquétipo que não pode ser percebido pelo sensório e sim pela intuição, pela consciência mítica. Este é o local dos paradigmas, dos modelos, o plano das essências.

Por ser um mundo não alcançável pelos cinco sentidos permanece a salvo de interferências. O molde dormita na inconsciência colectiva ou na supraconsciência, enfim, no númeno. Vai aparecer no mundo fenoménico de tal modo que a forma assumida seja descodificável pela cultura da época. Quem veicula estes fenómenos é a paideia, quando cultura e educação têm fins comuns.

Todo este conjunto fundante é denominado paideuma e contém os mitos fundadores da paideia, os mitos que contam a aurora daquele povo. Pode ser simbolizado pela Noite Universal de outrora de onde tudo descende, na expressão de Teixeira de Pascoaes.

Outro pressuposto básico é que os mitos são tautegóricos e não alegóricos conforme expressão de Schelling. Então, se o mito é verdade, pode-se buscar interpretar o real, o que aparece no mundo das formas por suas causas primeiras e mais profundas, isto é, pelos mitos. Schelling, Vicente Ferreira da Silva, Agostinho da Silva, António Quadros, Dalila Pereira da Costa tratam do tema que é tarefa da filosofia da simbologia aqui referida como gnose.

Este mundo numenal pode ser simbolizado na Atlântida. Relatam os textos literários gnósticos que houve um continente entre Europa, África e América que hoje estaria submerso com os picos das suas montanhas emersas como ilhas. Este território pertenceria ao actual Portugal. António Quadros abre o debate acerca deste Portugal Arquétipo e convida à desocultação da Atlântida. Vale dizer, convida a procurar explicar a portugalidade de modo transfenomenal.

Assim pode-se situar o início do paideuma peninsular como a civilização megalítica e dolménica que a ver de António Quadros foi a Atlântida.

Há outra via de trânsito para as gnoses, a da consciência, que vai repassando através da literatura os conteúdos do mundo gnóstico. Até ao estabelecimento da Santa (assim é referida a Inquisição na Península), os conteúdos gnósticos tinham livre-trânsito na literatura. Até ao reinado de Dom Manuel (primeira e segunda dinastias) as três gnoses básicas interactuam. Dalila Pereira da Costa refere o que se segue.

As três filiações do esoterismo cristão, islâmico e judaico estão muito ligadas em Portugal… o que determinará o ocultamento será, a partir dos meados do século XVI português simultaneamente a implantação da Inquisição, movimento de Contra-Reforma e o Concílio de Trento

 

 

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